sexta-feira, 15 de junho de 2012

Faz 19386398163 anos que não mantenho um blog, e não sei configurar essa porcaria. Toda a formatação do post anterior foi pro espaço, que maravilhaaaa ¬¬
Ok, bora começar os trabalhos. Eu sou cheia de opiniões. Isso não é novidade. Mas o twitter não as comporta por completo. E eu acho BREGA quem faz o facebook de blog. Eu preciso, de alguma forma, mesmo que ninguém leia, verbalizar o que fica preso aqui. Um dia, daqui a muitos anos, EU vou ler. Isso não é de hoje, mas como eu "perdi" as pessoas com quem mais conversava/trocava idéias/desabafava, ter essa ferramenta aqui faz-se necessário. Certo. Uma das coisas que eu queria falar sobre... era felicidade. Ou alegria. As duas se confundem, pra mim. E se completam. Estava no vôo de volta pra casa, cansada e com sono, mas coloquei os fones e fiquei vendo aquela tv do avião, porque eu tava doida pra ver o final do episódio d'A Família Addams, que foi interrompido no vôo da ida pra São Paulo. E, bem antes de ver o que queria, veio uma entrevista com a Regina Casé. Ela falou da vida toda, de muita coisa, de uma tragédia que aconteceu com o marido dela. E disse que era uma pessoa alegre, mas que não fugia da dor, quando essa aparecia. Que a gente tem que passar por dentro da dor; se pegarmos um atalho, ela vai voltar pra nos importunar. Sempre volta. Não foram essas palavras, claro, mas foi essa a idéia. (Sim, eu ainda escrevo idéia com acento agudo.) Eu concordo completamente com a Regina. Sabe, hoje em dia é cafona ter uma emoção "negativa" (tristeza), demonstrar que tá mal, chorar. São os tempos atuais, mas eu não consigo me adaptar a isso. Se você postar uma foto em que tá sorrindo, numa festa, balada, bar... é normal, é lindo, todo mundo vai curtir e comentar. E se postar algo que denote tristeza? É praticamente uma ofensa. É "mimimi", tá fazendo draminha, blablabla. Não pode ser triste. Bora todo mundo ser Stepford Wives e sair sorrindo mecanicamente 24/7! Isso não funciona. Se você tá passando por um momento ruim, todos os amigos vão ficar chamando pra sair e beber. Ótimo, eu acho que o dever dos amigos é esse mesmo, é tentar colocar a gente pra cima. Mas, se recusarmos, se dissermos "eu ainda não tô legal o suficiente pra isso, vou ficar em casa mesmo", noooooooossa, é um absurdo! Mas como assim, você vai se entregar?! Precisa reagir! Etcetcetcetcetc... As fases de cada "luto" existem, e pular etapas só vai fazer você ficar triste beeeeeem depois. Tem que passar por dentro do sofrimento, mesmo. Tem que curtir fossa. Tem que chorar, se o choro vier. Não faz vergonha ser gente de verdade. E ser feliz também não é só sair sorrindo de orelha a orelha por aí, não. Felicidade, aliás, é muito fácil de fingir.
Novo lugar pra reclamar.